Irmãos
0 de 5
Créditos
» Skin obtenido de Captain Knows Best creado por Neeve, gracias a los aportes y tutoriales de Hardrock, Glintz y Asistencia Foroactivo.
» Agradecemos a Mayu Amakura, administradora do Lotus Graphics, por todo o auxilio com o CSS.
Recursos
1 de 12
Parceiros
2 de 45

Igreja de São Miguel

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Igreja de São Miguel

Mensagem por The Remenbrall em 7/12/2018, 10:39

- Igreja de São Miguel ;
A Igreja de São Miguel é uma igreja católica de estilo gótico situada em Cluj-Napoca. É a segunda maior igreja da Transilvânia, sua nave tem 50 metros de comprimento e 24 metros de largura, e sua abside tem 20 x 10 metros. Sua torre, com uma altura de 76 metros (80 contando com a cruz em seu topo) é a mais alta da Transilvânia. Seu portal ocidental é decorado com três brasões de Sigismundo, como Rei da Hungria, como Rei dos Tchecos e como Sacro Imperador Romano-Germânico.
The Remenbrall
The Remenbrall
Administrador
Mensagens :
215

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Igreja de São Miguel

Mensagem por Freya Blanc Czarevich em 17/2/2019, 14:07

the blood of the hands
with my demons


A noite era fria e um tanto quanto úmida, contudo isso não era o bastante para deixar o cabelo moreno e perfeitamente penteado frizado,  uma vez que a mulher era extremamente vaidosa e meticulosa, ela jamais deixaria que um mero detalhe como o clima estragasse seu visual. Ela se olhou pela ultima vez no espelho que ia do teto ao chão do banheiro de luxo do hotel na qual estava hospedada temporariamente e ficou um tanto quanto satisfeita com o que via, como sempre. Retocou o batom vermelho vivo e voltou para o cômodo do quarto, pegou a bolsa de mão e o enorme casaco de pelos e saiu, contando com que a noite fosse ser especial.

Ela estava ali a trabalho. Era jornalista. Ou melhor, vice-diretora do maior jornal de todo o mundo mágico, entretanto, por mais que sua atual função não fosse mais correr atrás de noticiais e fofocas, aquilo era algo implícito que já estava em seu sangue. Não era fácil se livrar de anos de prática. Então, assim que os boatos que vampiros circulavam pela Transilvânia – ironicamente – a Blanc se ofereceu imediatamente para ir cobrir a matéria. Mas se engana quem pensava que tinha sido só ao acaso. Não. Ela não fazia as coisas pelo acaso. Ela era esperta. Estava ali justamente pelo motivo que tanto intrigava e ao mesmo tempo amedrontava a população. Os vampiros. Ou pelo menos o que a população achava que eram os vampiros. É claro que eles não sabiam nem da metade – ou menos que isso. Mas ela sim, ela sabia o suficiente para montar argumentos pró e contra eles. Afinal, ela era meio vampira. Filha de uma humana com um vampiro. O resultado era aquele, a obra de arte que era Freya.

Agora ela estava ali, andando como se fosse uma mulher indefesa e rica pelas ruas escuras. Optou por ir em um lugar mais afastado, queria que – caso realmente houvesse vampiros naquela região – achassem que ela era uma vitima em potencial. Vampiros estavam sempre famintos, então não negariam carne fresca. Freya tinha o cabelo preso, tudo para deixar ainda mais a mostra o pescoço e as veias saliente, ela sabia que eles ouviriam as batidas de seu coração e o sangue correndo por suas artérias. Aquilo era quase que um convite. A mulher virou a rua e se deparou com uma casa grande e que aparentava ser antiga, na fachada a placa “Casa Vlad” brilhava. Ela já tinha ouvido falar daquele lugar, pertenceu ao famoso e temido Conde Drácula. Tinha pena dos trouxas que achavam que Drácula era apenas uma lenda, quando o mesmo havia sido um grande vampiro, o primeiro, para falar a verdade. Era triste ver, o que antes era um lugar histórico e um império vampiro, transformado em um simples restaurante trouxa.

Freya rolou as orbes escuras e se direcionou para o restaurante. — Mesa para um. – Seguiu a garçonete até uma mesa localizada no centro do restaurante e sentou-se feliz, era um lugar estratégico. — Obrigada. – Pegou o cardápio e passou a analisa-lo, mas na verdade apenas fechou os olhos e tentou se concentrar nas pessoas e conversas ao seu redor. Ela saberia se tivesse um vampiro por perto. — Ér... Com licença? – A mulher voltou a abrir os olhos e encarou a face do homem que estava parado em sua frente. — A senhorita está passando mal? – Perguntou o homem. Freya notou um tom de preocupação em sua voz. Notou, também, as batidas do coração que apenas acelerava. O sotaque regional era forte, Freya constatou que ele era um morador da região e  provavelmente não estava acostumado com meninas bonitas, como ela. — Estou bem. Obrigada pela preocupação. – Freya sorriu de forma encantadora. — Você é daqui? Desculpe a pergunta, é que é minha primeira vez aqui e eu não entendo muito da culinária, poderia me ajudar a decidir algo? O que você me recomendaria? – Indicou a cadeira a frente e teve vontade de rir quando o homem se atrapalhou para sentar.

Mantiveram um papo ameno e simples por alguns minutos, o homem perguntava coisas pessoais sobre ela e ela, claro, se esquivava sem que o mesmo percebesse. Freya esperou até a hora certa para dar o famoso bote. — Então... Essa cidade é conhecida pelos vampiros, não é? Você não tem medo de morar por aqui? Ouvi dizer que está tendo ataques. – Perguntou, fingindo medo e curiosidade. — Você não precisa se preocupar moça, esses ataques já foram resolvidos. – O homem falou, despreocupado, enquanto tomava outra taça de vinho. — A policia descobriu que os ataques eram de um animal, já o capturaram, desde então os ataques pararam. Encontraram até mesmo um corpo todo rasgado na toca dele. – O outro deu de ombros. Freya fechou a cara. Aquela não era a informação que queria. Droga! Tinha ido até aquele fim de mundo atoa. A morena levantou-se bruscamente, jogou o guardanapo na mesa e se direcionou para a saída do local, ignorando totalmente o homem. Deixaria a conta para o mesmo pagar.

Saiu do restaurante e bufou irritada. — Malditos. Apenas me fizeram perder meu precioso tempo nesse inferno. – Freya viu, a poucos metros de onde estava um casal entrar na igreja da cidade. Eles não queriam ser famosos roubando a cultura de seu povo? Se aproveitando deles? Fazendo dos vampiros, os vilões e odiados da história? Pois bem, eles iriam ter isso. Andou atrás deles, silenciosa, como um guepardo atrás de sua presa. Os observou se aproximarem do altar e começarem a se beijar, em poucos segundos, Freya se encontrava na frente de ambos. O casal ainda não tinha notado a presença da meia-vampira. — Que pecado. Fornicando na casa de Deus. O casal se separou imediatamente, ambos com os olhos arregalados. A Blanc sorriu. Um sorriso que deixava explicita suas más intenções. Um sorriso que transbordava maldade. — Que Deus os perdoe. – Fez um sinal de cruz e em poucos segundos se aproximou do casal, especificamente do homem, colocou as mãos na cabeça do mesmo e a virou para a direita rapidamente, quebrando-lhe o pescoço. Observou o corpo cair inerte no chão e tombou a cabeça para encarar a mulher, que corria em direção a saída. Novamente, graças a seus dotes de meia-vampira, que lhe permitiam se locomover rapidamente, em segundos Freya se encontrava de frente para a mulher, bloqueando a saída e a petrificando com a varinha. — Não me leve a mal, mas preciso honrar minha espécie. – A morena estava extremamente próxima da menina. Levantou a mão e passou a acariciar o cabelo loiro da mesma. — Olhe para você, meu bem. – Freya encarou os olhos azuis em sua frente e limpou as lágrimas que escorriam. — Você merecia alguém melhor que ele. – Encarou o corpo desfalecido a metros atrás do corpo da loira e voltou sua atenção para ela novamente, tombou a cabeça para perto do pescoço e inspirou o aroma que se desprendia dali. O cheiro de sangue era tão forte que a deixava levemente tonta. — Fique com Deus, querida, porque seu amado está no inferno. – Assim que terminou de falar, cravou suas presas grandes e afiadas na jugular da loira. Sugou o sangue com vontade.

Ela amava sangue humano, mais do que amava bolsas da channel ou óculos de sol da gucci. Aquele gosto era diferente do sangue animal ou do sangue de um ser mágico. Era mais doce, mais viciante, como uma droga. E Freya era dependente dele. A cada gole que tomava, mais ela queria. Contudo, o corpo humano não podia ser completamente perfeito, ele era feito para suportar apenas uma quantidade limitada de hemácias. Logo, o corpo da menina loira estava completamente vazio, sem uma gota de sangue em suas veias. E Freya, bem, Freya estava satisfeita. Não com a quantidade ingerida, mas com o resultado de seu trabalho. A morena encarou o corpo da loira no chão e sorriu. Fitou o anel de diamantes que brilhava sob a luz da lua, que entrava através da porta aberta da igreja e o retirou do dedo da morta, o analisou e colocou em seu dedo anelar. Transilvânia agora poderia comemorar, eles realmente seriam conhecidos pela cidade que abrigava vampiros. Freya limpou o sangue que escorria de seus lábios e esperava que Conde Drácula estivesse orgulhoso dela, do inferno.  A morena deu as costas para ambos os corpos e se retirou do local, aparatando logo em seguida.  

Off: saiu dali.

Freya Blanc Czarevich
Freya Blanc Czarevich
Editora-Executiva do Profeta
Mensagens :
7

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum